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  • 28 | 08 | 2013

    O Brasil do Futuro e a competitividade do setor foram os destaques do segundo dia do SIAV

    Salão Internacional da Avicultura apresentou também programação sobre temas técnicos

    São Paulo, 28 de agosto de 2013 – O painel “Construindo o Brasil do futuro” abriu os trabalhos do segundo dia do Salão Internacional da Avicultura (SIAV). O debate foi moderado pelo presidente executivo da União Brasileira de Avicultura (UBABEF), Francisco Turra, e contou com as presenças do chefe do departamento de Agroindústria do BNDES, Jaldir Lima; do diretor do departamento de Economia Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Wilson Vaz de Araújo; e do consultor da Agro.Icone, Marcos Jank.

    Os painelistas, em suas abordagens, foram unânimes em afirmar que a avicultura é um setor relevante dentro da economia e do agronegócio nacional. Jaldir Lima destacou a atuação do BNDES na disponibilização de recursos para fomentar a produção. Segundo ele, o pequeno produtor está se tornando empresário e precisa que os agentes financeiros estimulem esses trabalhadores com concessão de crédito. De acordo com o executivo, o setor é forte, competitivo e bem estruturado, mas no diagnóstico da instituição ainda é necessário investir mais no desenvolvimento relacionado a genética. “Apesar de ser de longo prazo, deveria haver mais investimento em genética, para não se depender das exportações desse material, tão importante para a qualidade do nosso plantel”, afirmou.

    Wilson Vaz de Araújo falou sobre o Plano Safra 2013/2014 e mostrou que a evolução do financiamento rural vem numa crescente, assim como a sua execução. “Esse crescimento é resultado de um conjunto de esforços realizado em parceria com entidades do setor produtivo, agentes financeiros, e do próprio governo.” Um dos exemplos citados por ele na oferta de mais crédito foi o Inovagro, destinado a aquisição de máquinas e equipamentos para automação e adequação de instalações e que atenderá, principalmente, a granjas do Sul do país, que estão obsoletas. “Usem os recursos que estão sendo disponibilizados”, enfatizou.

    A modernização do setor industrial e a gestão governamental foi o tema da apresentação de Marcos Jank. Segundo ele, o maior inimigo no que tange à competitividade do Brasil no exterior não são a China e os Estados Unidos, “somos nós mesmos”, devido a questões como os problemas de logística, que têm custos altíssimos, a burocracia, questões tributárias, entre outros. Jank criticou a falta de políticas públicas para o agronegócio, principalmente a falta de acordos comerciais. “A agenda comercial é importante e o Brasil tem ficado à margem, apenas como observador do que vem sendo realizado por países como EUA e Chile com acordos que desviarão o comércio do Brasil, criarão preferências comerciais e acesso diferenciado para os exportadores dessas regiões”, salientou.

    O presidente da UBABEF reafirmou que a construção do Brasil do futuro perpassa pela questão da sanidade e do estímulo a acordos comerciais. “A sanidade é a nossa prioridade número um, pois é graças a ela que estamos em mais de 150 países. Temos trabalhado para que o frango brasileiro esteja em mais mercados internacionais, e os acordos comerciais seriam importantes para ampliarmos esse escopo”, destacou.

    Na ocasião, foram realizadas homenagens ao Dia do Avicultor, com a apresentação de um vídeo desenvolvido pela UBABEF, e a Francisco Turra, pelo trabalho que vem desenvolvendo à frente da entidade em prol desses trabalhadores.

    Competitividade

    O vice-presidente de Finanças, Administração e Relações com Investidores da BRF, Leopoldo Viriato Saboya, o CEO da JBS, Wesley Batista, e o vice-presidente da Tyson Foods, James Young, foram os convidados para os debates focando “Competitividade e sustentabilidade no mundo globalizado”, painel que teve a moderação da jornalista Alda Rocha.

    Segundo o vice-presidente da BRF, a perspectiva é de que não devem ocorrer mudanças abruptas de competitividade no médio prazo, mas algumas merecem atenção. Ele citou a questão da colocação do país no mercado externo, já que o Brasil está atrás em acordos com blocos comerciais e o câmbio, que não sustenta competitividade. “A perda da competitividade brasileira tem se refletido na menor participação do país no trade global nos últimos anos. No entanto, para a carne de frango, a expectativa no comércio global é de crescimento contínuo e superior a outras proteínas.”

    Para Wesley Batista, o Brasil tem uma competitividade natural, grandes extensões de terra, água, clima e gente trabalhadora e pode ser o celeiro na produção de alimentos, mas tem problemas específicos, que podem ser administrados. “A burocracia tem aumentado, o sistema trabalhista tem ficado mais complicado, o custo logístico mais alto e o sistema tributário mais complexo. Isso tudo reduz a competitividade brasileira. Devemos nos preocupar mais com a direção em que estamos caminhando”, afirmou.

    O que será necessário para alimentar o mundo foi o tema abordado na palestra de James Young. Segundo ele, o mundo em 2050 terá uma população de 9 bilhões de pessoas e a carne de frango se apresenta como a proteína mais sustentável para atender a essa demanda futura. “O frango tem uma taxa de conversão alimentar melhor, menor pressão de sustentabilidade em sua criação, é geneticamente melhor e é aceito por consumidores de todo o mundo. Por isso deverá a ponta de produção de proteína do mundo até 2050”, disse. “A perspectiva é de que Brasil e EUA deverão alimentar o mundo nos próximos anos, pois as aves estarão onde o grão estiver. No entanto, é necessário que o Brasil melhore sua infraestrutura para poder atingir a essa demanda, que será cada vez maior com o crescimento de mercados como China e Índia”, concluiu.

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